NATAL

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sexta-feira, 29 de maio de 2009

CATEDRAL METROPOLITANA DE NATAL


História:
Até ser inaugurada, em 21 de novembro de 1988, a Catedral Metropolitana de Natal, dedicada a Nossa Senhora da Apresentação, tem uma longa história.
Segundo os historiadores, o passo inicial foi dado pelo Pe. João Maria Cavalcanti de Brito, quando era vigário da freguesia de Nossa Senhora da Apresentação, ainda no século XIX. Pacientemente, ele conseguiu construir os alicerces da pequena igreja, chegando a construir algumas colunas. Muitas pessoas fizeram doações de tijolos, até como pagamento de promessas. Não tendo sido construída a Igreja, as colunas ficaram, por algum tempo, como o marco da iniciativa do "santo" vigário natalense.
Decorridos muitos anos, Dom Marcolino Esmeraldo de Souza Dantas, primeiro Arcebispo de Natal, atende ao pedido dos fiéis, e autoriza a efetivação do plano destinado à efetivação da construção da nova catedral, uma vez que a então catedral (hoje, Matriz de Nossa Senhora da Apresentação), não mais comportava o número de fiéis. A comissão era coordenada pelo então Bispo Auxiliar, Dom Eugênio de Araújo Sales.
Depois de levantadas algumas paredes, a Arquidiocese chegou à conclusão de que seria um prédio de elevado custo, pela imitação de templos europeus, dando preferência a uma planta mais moderna e mais econômica.
Com a transferência de Dom Eugênio para Salvador e com a nomeação de Dom Antônio Soares Costa para Bispo Auxiuliar de Natal, este passa a coordenar a Comissão responsável pela construção da nova Catedral. A construção foi iniciada em 21 de junho de 1973. Foram 18 anos de intensas campanhas, a fim de conseguir recursos para construir o novo templo, cuja inauguração aconteceu em 21 de novembro de 1988, pelo então Arcebispo, Dom Alair Vilar Fernandes de Melo.

Projeto:
A confecção do projeto da atual Catedral Metropolitana de Natal, além do objetivo de representar um conjunto de linhas que elevam o homem a Deus, foi realizada, tendo como base o princípio da funcionalidade, que define que uma Igreja é bem sucedida se estiver completamente a serviço do culto e se der a esse mesmo culto beleza e intrínseca sacralidade. O projeto previu a assembléia do povo de Deus em torno de um presbitério circular, oferecendo condições de participação ativa dos fiéis.
O primeiro projeto para a nova Catedral apresentava uma igreja em forma de cruz, que logo foi descartada pela pouca capacidade de acomodação dos fiéis. O novo projeto deu condições para que a Catedral acomodasse 3 mil pessoas sentadas. Eis os autores do Projeto:
. Projeto arquitetônico: Arquiteto Marconi Grevi
. Projeto estrutural: Engenheiro José Pereira da Silva
. Construção: Engenheiro Malef V. de Carvalho
. Projeto de instalações: Engenheiro Joaci de Albuquerque

Estrutura:
A planta da Catedral Metropolitana possui forma trapezoidal, tendo dois pavimentos:
- A nave: um vão único, onde acontecem as celebrações litúrgicas.
- Subsolo: é o Centro Pastoral Pio X, onde funcionam o Gabinete do Arcebispo, a Cúria Metropolitana, a Reitoria da Catedral, além da coordenação de diversas pastorais. O acesso ao Centro Pastoral se dá pela Av. Floriano Peixoto.

A Fundação de Natal

COMO ACONTECEU A FUNDAÇÃO DE NOSSA QUERIDA E BELÍSSIMA CAPITAL DO ESTADO RIO GRANDE DO NORTE, DE ACORDO COM VÁRIOS FASCÍCULOS ENCARTADOS NO JORNAL TRIBUNA DO NORTE

A Fundação de Natal

O Interesse de Filipe II Pelo Rio Grande

Os franceses se fixaram no litoral potiguar sem necessidade de dominar o nativo e, justamente por essa razão, tiveram a população local como aliada. Escondiam suas naus no rio Potengi e, de sua base, se lançavam contra os colonos portugueses que se encontravam na Paraíba. O Rio Grande era, de fato, uma área estratégica. Da região, os franceses podiam se deslocar para o norte e igualmente para o sul.

Filipe II, ao anexar Portugal e suas colônias, sentiu a situação de abandono em que estava parte do Nordeste e todo o Norte do Brasil. E o que era pior: a constante ameaça que representava a permanência dos franceses no Rio Grande. Tendo em vista essa situação, o monarca não perdeu tempo. Através de duas Cartas Régis (9 - 11 - 1596 e 15 - 03 - 1597), determinou a expulsão do inimigo e que fosse construída uma fortaleza e ainda, fundada uma cidade. Em síntese: conquistar o Rio Grande, consolidando tal feito através da colonização. Por essa razão, um fato deve ficar bem claro: a expulsão dos franceses do Rio Grande foi uma iniciativa de Filipe II, o que significa dizer, hispânica.


A Fundação de Natal

A Expedição de Manuel Mascarenhas Homem

A conquista do Rio Grande não se apresentava como sendo uma tarefa fácil. E foi por assim compreender que D. Francisco de Souza, governador-geral do Brasil, determinou que o capitão-mor de Pernambuco, Manuel Mascarenhas Homem, tomasse todas as providências para que se organizasse uma grande expedição militar com o objetivo de que as ordens de Filipe II fosse executadas. Assim foi feito. Uma poderosa expedição foi organizada. Desta, uma parte iria por mar com uma esquadra formada por sete navios e cinco caravelões, sob o comando de Francisco de Barros; e outra seguiria caminhando por terra, liderada por Feliciano Coelho, capitão-mor da Paraíba.

Manuel Mascarenhas Homem assumiu o comando geral, agindo com o máximo de empenho para que nada faltasse a fim de que os objetivos fossem alcançados: expulsar os franceses, construir uma fortaleza e fundar uma cidade. Participaram da jornada um grupo de religiosos: os jesuítas Gaspar de Samperes (autor da planta da futura fortaleza) e Francisco Lemos, e mais dois franciscanos - Bernadino das Neves, que funcionava como intérprete, e João de São Miguel.

Narra Câmara Cascudo: "Feliciano Coelho partiu por terra com as quatro companhias pernambucanas e uma paraibana capitaneada por Miguel Álvares Lobo, num total de 178 homens e 90 indígenas guerreiros de Pernambuco e 730 da Paraíba, com seus tuixauas prestigiosos e bravos: Pedra Verde (Itaobi), Mangue, Cardo-Grande etc. a 17 de dezembro de 1597 o exército marchou. Mascarenhas viera com as naus".

Acontece que as forças terrestres foram atingidas pela varíola, sendo obrigadas a retroceder, com exceção de Jerônimo de Albuquerque que se uniu à expedição marítima. Havia uma justificativa: Jerônimo desfrutava de grande prestígio entre os nativos.

A viagem pelo mar continuou e, no caminho, sete naus franceses fugiram para evitar um confronto com a esquadra lusitana.

No dia 25 de dezembro, a frota luso-espanhola atingia o rio Potengi. No final do ano de 1997 esse fato completa exatos quatrocentos anos.

A primeira providência dos invasores foi fazer um entricheiramento com varas de mangue para que pudessem se defender das investidas dos potiguares. Medida acertada, porque não demorou muito os nativos atacaram com toda violência. Era a guerra que começava. Com o passar dos dias, os luso-espanhóis começaram a perder terreno no conflito armado. A situação se agravou a tal ponto que ficou crítica, como narrou Vicente Salvador: "Depois de continuar os assaltos que puseram os nossos em tanto aperto que esacassamente podiam ir buscar água para beber a uns poçozinhos que tinham perto da cerca".

O quadro era muito triste: mortos, feridos e doentes. O clima ficava, a cada momento, mais insustentável. Foi quando, providencialmente, chegou Francisco Dias com reforço, evitando uma humilhante derrota. Servindo para que os luso-espanhóis pudessem manter a posição onde se encontravam. Não fosse a chegada de Feliciano Coelho, que partiu da Paraíba com mais soldados, armas e municões, tudo estaria perdido. A situação, ainda assim, continuava delicada. Era preciso negociar a paz com urgência.


A Fundação de Natal

A Imponente Fortaleza dos Reis Magos

A fortaleza de madeira não foi construída, como pensava Câmara Cascudo, em um "arrecife a setecentos e cinqüenta metros da barra do Potengi". A razão é muito simples: naquele local, a construção não suportaria o impacto das águas. O edifício, esclarece Hélio Galvão, foi erguido na praia.

A planta da fortaleza, apesar de ser contestada por alguns autores, foi feita pelo padre Gaspar de Samperes. Segundo a arquiteta Jeanne Fonseca Leite, "a concepção 'antropomorfa' dos italianos encontrou acolhida por parte do padre Samperes que a introduziu no seu projeto destinado à construção da Fortaleza dos Reis Magos".

Fortaleza e não forte, Hélio Galvão esclarece a dúvida: "Forte é uma pequena edificação sem guarda permanente. Fortaleza, ao contrário, é um grande edifício com um contingente de soldados permanente. A fortaleza, localizada na barra do Potengi, se destaca pela sua beleza e pela sua imponência. Não poderia ser de maneira alguma um forte'.

Para Hélio Galvão, que pesquisou exaustivamente sobre a Fortaleza, o nome correto seria Fortaleza da Barra do Rio Grande. O problema não é tão simples. Naquela época se usava de maneira indiferente mais de um nome para indicar um prédio público. Aquele edifício pode ser chamado também de Fortaleza dos Reis Magos, o que não pode, certamente é designá-lo por "Forte dos Reis Magos", que por sinal é a versão popular usada de maneira errada pelos cronistas tradicionais.

Os trabalhos de construção da fortaleza começaram no dia 6 de janeiro de 1598. Hélio Galvão explica o seguinte: "O trabalho se desenvolvia entre dificuldades e imprevistos, a ameaça constante de índios e franceses, a atenção dos homens voltada para a vigilância do acampamento. Diríamos que Mascarenhas Homem lançou a pedra fundamental e a partir daí ninguém parou. O material foi chegando, as pedras que vinham de Lisboa lastrando os navios eram guardadas, acumulava-se cal e os implementos imprescindíveis eram providenciados".


A Fundação de Natal

Paz Firmada e Posse Definitiva da Terra

A capitania se chamava, no início, do Rio Grande, passando a incluir "do Norte" quando surgiu outra de igual nome, no Sul do País.

Não houve, no Rio Grande, uma conquista. A expedição de Manuel Mascarenhas Homem estava praticamente derrotada. Os missionários saíram da fortaleza para se transformarem em embaixadores da paz. Um passo significativo nesse sentido foi dado quando os nativos conseguiram distinguir os militares e colonos dos sacerdotes. O padre Francisco Pinto foi, na realidade, o grande e incansável apóstolo. Percorreu o sertão, enfrentou múltiplas vicissitudes. Nos momentos mais difíceis conseguia reunir novas forças graças à sua fé, operando verdadeiros milagres na obra de persuasão.

Primeiro, a catequese e, através dela, o padre Francisco Pinto e seus companheiros missionários procuravam levar os silvícolas para o lado dos portugueses. O padre Pero Rodrigues, numa carta, transcrita por Hélio Galvão, registra o trabalho árduo e difícil dos religiosos. Os padres ajudavam ao exército com os acostumados exercícios da Companhia, que eram "a edificação de todos, pregando, confessando, fazendo amizades e não se negando a nenhum trabalho, de dia e de noite, como no acudir aos índios nossos amigos, que nos ajudavam na guerra, por adoecerem gravemente de bexigas e, quando era possível, acudiam a curar e consolar na morte".

No processo de pacificação, os missionários não agiram sozinhos. Contaram com o apoio de alguns chefes nativos: Mar Grande e Pau Seco, entre outros. Os líderes potiguares foram negociar a paz com os brancos porque as suas mulheres exigiram o fim das hostilidades. Contribuíram também com o processo de cristrianização de seus irmãos ao lado dos missionários.

Não se pode esquecer, igualmente, o desempenho de Jerônimo de Albuquerque que foi de suma importância. Filho de Jerônimo Santo Arco Verde (Ubirá - Ubi) que, por sua vez, era filha do chefe nativo Arco Verde. Mestiço, possuía sangue tupi em sua veia; corajoso e hábil, falando o idioma nativo, desfrutava de grande influência entre os habitantes de todo o Nordeste.

A paz era o anseio das duas facções em luta e as negociações obtiveram êxito. Terminadas as hostilidades, Manuel Mascarenhas Homem partiu para a Bahia, com o objetivo de relatar os acontecimentos ao governador, D. Francisco de Souza que, sem demora, determinou que fossem solenemente celebradas as pazes. Isso aconteceu no dia 11 de junho de 1599, na Paraíba, na presença de muitas autoridades - Mascarenhas Homem; Feliciano Coelho de Carvalho, ouvidor-mor geral, e Brás de Almeida; de diversos chefes nativos; do intérprete frei Bernadino das Neves e do apóstolo dos potiguares, padre Francisco Pinto. As pazes foram finalmente ratificadas e estava assim assegurada a posse definitiva da terra, ou mais precisamente da Capitania do Rio Grande.

Um presente dado por Felipe II ao império lusitano ...


A Fundação de Natal

Dúvidas Históricas: A Cidade do Natal

Expulso o francês, construída uma fortaleza, faltava apenas fundar uma cidade. E esse era, dos três objetivos, provavelmente o mais fácil de ser executado. Acontece que, graças à destruição de documentos pelos holandeses, a história da fundação da capital potiguar se perdeu, talvez, para sempre. A luta dos historiadores norte-rio-grandenses para reconstruir tal acontecimento tem gerado uma grande controvérsia através dos tempos. As pesquisas começaram a dar bons frutos e a questão começa agora a ficar mais clara, com alguns problemas solucionados.

Ainda hoje se discute quem teria sido o fundador da Cidade do Natal. Os primeiros cronistas indicavam o nome de Jerônimo de Albuquerque, alegando que, por sua participação no processo de pacificação, com sua garra e valentia, teria sido o primeiro capitão-mor do Rio Grande e logo depois fundado Natal. A informação se baseava muito mais na intuição do que em qualquer base documental. É, portanto, compreensível que os primeiros historiadores se confundissem. Frei Vicente Salvador, por exemplo, narra o seguinte: "Feitas as pazes com os potiguares, como fica dito se começou logo a fazer uma povoação no Rio Grande a uma légua do forte, a que chamam a Cidade dos Reis, a qual governa também o capitão do forte que El Rei costuma mandar cada três anos".

Outro historiador, Francisco Adolfo Varnhagen, avança mais nas explicações se valendo de detalhes: "Feitas as pazes com os índios, passou Jerônimo de Albuquerque a fundar no próprio Rio Grande uma povoação. E como era para isso imprópria a porção do arrecife ilhada (em preamar) onde estava o forte, segundo ainda hoje se pode ver, escolheu para isso o primeiro chão elevado e firme, que se apresenta às margens direitas do rio, obra de meia légua acima de sua perigosa barra (...). A dita povoação, depois vila e cidade, de cujo nome não conseguiu fazer - se digna por seu correspondente crescimento, se chamou de Natal em virtude, sem dúvida, de se haver inaugurado o seu pelourinho ou a igreja matriz a 25 de dezembro desse ano da fundação (1599)".

Vicente de Salvador confundiu a "povoação dos Reis" com a futura capital do Rio Grande do Norte. Na realidade, durante a construção da fortaleza, Manuel Mascarenhas Homem mandou erguer algumas casas para abrigar os oficiais que participaram da tentativa de conquista. Com isso, surgiu uma povoação que se chamou de Santos Reis. Natal seria fundada, posteriormente, e não tinha nenhuma relação com a povoação que nasceu próxima daquele edifício militar...

Varnhagen vai mais além, descreve a evolução daquele núcleo urbano: "A dita povoação, depois vila e cidade". Essa afirmação, porém, não é sustentável. Natal como disse Câmara Cascudo, "nasceu cidade". Não há, desse modo, nenhuma relação com a primitiva povoação que floresceu nas proximidades da fortaleza. A razão é clara: Felipe III mandou que se fundasse uma cidade e não uma povoação... Natal surgiu no local onde floresceu a povoação. Natal nasceu cidade, porém, sem casas e sem ruas, aumentando a controvérsia.

A Capitania do Rio Grande possuía dois núcleos: uma povoação em decadência e uma cidade que, na prática, não existia... Mas aos poucos, com o passar do tempo, começava a surgir. Essa situação provocou muita confusão entre os autores, como demonstram as diversas denominações que Natal recebeu: "Natal los Reys", "Cidade dos Reis", "Cidade do Natal do Rio Grande" e até o nome muito estranho de "Cidade de Santiago"...


A Fundação de Natal

Afinal, quem fundou Natal?

A primeira versão que contou no início com a quase unanimidade dos historiadores, inclusive dos pesquisadores da terra, era a que apontava Jerônimo de Albuquerque como fundador da Cidade do Natal. Essa teoria, que tem entre seus defensores ilustres nomes, como Vicente Lemos, Tavares de Lyra e Tarcísio Medeiros, em síntese seria a seguinte: Mascarenhas Homem nomeou Jerônimo de Albuquerque comandante da fortaleza e depois seguiu para a Bahia com a finalidade de prestar contas da missão que desempenhara, por determinação do governador-geral do Brasil. Veio a seguir a pacificação dos nativos e, em seguida, a fundação da cidade. Como Jerônimo se destacou no processo e era o capitão-mor da Capitania do Rio Grande, logo fora ele o fundador de Natal. Tavares de Lyra chega até a afirmar que "é de presumir". Portanto, não se tratava de fato e, sim, de uma possibilidade.

Com o avanço das pesquisas, ficou provado que Mascarenhas Homem não designou Jerônimo de Albuquerque para exercer a função de capitão-mor do Rio Grande e, o que é mais importante, Jerônimo não se encontrava presente na data da fundação da cidade e portanto não pode ser considerado como sendo seu fundador ...

Luís Fernandes (1932) defendeu ter sido Manuel Mascarenhas Homem o fundador da Cidade do Natal. Alegava que, construindo o primeiro edifício (a fortaleza) e ainda as casas que deram origem à povoação que se formou próxima à fortaleza, seria o verdadeiro padrinho da cidade. Argumentação falha, considerando que o novo centro urbano não possuía nenhuma relação com tudo o que existia anterior à data da sua fundação.

José Moreira Brandão Castelo Branco publicou em 1950, na revista Bando, o texto "Quem fundou Natal", onde defendia a tese de ser João Rodrigues Colaço o provável fundador da capital potiguar. Posteriormente, esse estudo foi publicado na revista do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte, em 1960, provocando uma polêmica. Câmara Cascudo chegou inclusive a apoiar a teoria defendida por Castelo Branco (1955). Pouco tempo depois mudou de opinião, acreditando que o fundador da cidade teria sido outro: "Para mim, o padrinho da Cidade do Natal foi Mamuel de Mascarenhas Homem, capitão-mor de Pernambuco, comandante da expedição colonizadora:. E argumenta: "Continuava tão interessado no cumprimento das reais determinações que fora à Paraíba, em juno desse 1599, assistiu à solenidade do contrato das pazes com os potiguares, ato possibilitador da criação da Cidade seis meses depois. Acontece que, nessa época, Mascarenhas Homem estava em Natal onde concedeu, a 9 de janeiro de 1600, data nesta fortaleza dos REIS MAGOS (...), a primeira sesmaria, à margem esquerda do rio, numa água a que chamam da Papuna, justamente ao capitão João Rodrigues Colaço, seu subalterno. Não abandonaria funções de governaça se não tivesse deveres de suma importância, como satisfazer a última parte das instruções do rei, participando da fundação da cidade. Não outra explicação para a sua presença em Natal. Tinha sido encarregado da missão e deveria cumpri-la até o final".

Essa teoria se fundamenta nos seguintes pontos:

1 - A presença de Manuel Mascarenha em dois eventos:

a) Solenidade da ratificação da paz com os nativos.

b) Data da fundação da cidade.

2 - E, ainda, os seguintes argumentos:

a) Doou a primeira sesmaria no Rio Grande do Norte a João Rodrigues Colaço, ato administrativo que provaria que estava à frente do governo da capitania.

b) Mascarenhas Homem tinha como missão expulsar os franceses, construir uma fortaleza e fundar uma cidade. Deveria executar objetivos e, assim, teria para cumprir a última missão: a fundação de Natal.

Manuel Mascarenhas Homem prestigiou os eventos citados como representante do governador-geral do Brasil e foi representando D. Francisco de Souza que doou a sesmaria a colaço. É bom lembrar que, como comandante de uma expedição militar, ele não poderia doar sesmaria ...

Mascarenhas Homem construiu a fortaleza de madeira, lançando os fundamentos da fortaleza definitiva. Expulsou os franceses, mas não fundou a cidade do Natal porque em dezembro de 1599 já existia um governante, o capitão-mor João Rodrigues Colaço, habilitado legalmente para fundar a cidade e iniciar o processo de colonização...

Não se pode esquecer, também, que no documento da doação de capitão da fortaleza, D. Manuel Mascarenhas Homem disse claramente que "por mandato do dito Senhor vim conquistar este Rio Grande e fazer nele a fortaleza dos Reis Magos". Não afirma que veio fundar uma cidade e, no entanto, Natal já estava fundada! Chega-se a uma conclusão: Manuel Mascarenhas não fundou a Cidade do Natal. Falta examinar apenas a teoria que defender ter sido João Rodrigues Colaço o verdadeiro fundador.

Vicente Lemos foi o primeiro historiador a afirmar que João Rodrigues Colaço teria sido o homem que exerceu, pela primeira vez, a função de capitão-mor do Rio Grande, numa nota publicada na revista do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte, Vol. 6, página 138: A conquista iniciada em princípios de 1598, e na qual tanto distinguiu-se Jerônimo de Albuquerque, remete no ano seguinte, e, ciente D. Francisco de Souza, governador-geral do Brasil, de bom êxito da empresa, nomeou capitão-mor do forte a João Rodrigues Colaço, o primeiro que realmente governou a capitania".

Depois, entretanto, Vicente de Lemos muda de opinião. No seu livro "Capitães Mores e Governadores do Rio Grande do Norte", declarou que Jerônimo de Albuquerque foi o fundador da Cidade do Natal.


FEMURN

A FEMURN passou a existir oficialmente, como pessoa jurídica de direito privado, de natureza civil, de caráter representativo e assistencial, sem fins lucrativos, no dia 25 de janeiro de 2001, que teve como primeiro presidente a então prefeita de Natal e atual governadora Vilma de Faria, que permaneceu no cargo até 15 de abril de 2002, quando passou o cargo para o prefeito de Gudson Pereira, da cidade de Santana do Seridó.
Tem como finalidade principal, representar os Municípios do RN, procurando integrá-los como comunidade Estadual, defendendo os seus interesses, assistindo e assessorando os Prefeitos, de modo a que ambos se integrem nos objetivos comuns de bem servir às suas comunidades, buscando o desenvolvimento integrado do Estado do Rio Grande do Norte, e, em particular de cada Município e Região, servindo por fim, de instrumento de colaboração.

Ainda, se propõe a valorizar e fortalecer o municipalismo, promovendo encontros regionais, seminários, estudos sociais e políticos, estudos econômicos ou técnicos-cientificos, campanhas de caráter educativas, sugerindo soluções para os problemas que afligem os municípios do RN, dando-os suporte para uma boa gestão.

Mandato e Eleições
O mandato da diretoria é de dois anos, sendo todos os Prefeitos do RN elegíveis, desde que seu município esteja em dia com a tesouraria da FEMURN. A forma de eleição pode ser por escrutínio secreto ou por aclamação conforme art. 28 do estatuto da entidade.
Funcionamento/contribuições

A FEMURN funciona e sobrevive em função de doações, contribuições ou legados de pessoas físicas ou jurídicas de direito público ou privado. São seus filiados e/ou associados, todos os Municípios do RN, representados pelos seus prefeitos em pleno exercício dos seus mandatos. O valor da contribuição de cada município foi estipulado e aprovado em assembléia geral, descontado do Fundo de Participação dos Municípios - FPM, repassado mensalmente para a conta movimento da FEMURN, de forma irrevogável e irretratável, a Saber:

VILMA DE FARIA – FUNDADORA – 21/01/2001 – 15/04/2002

HUDSON PEREIRA DE BRITO – 15/04/2002 – 27/02/2003 – SANTANA DO SERIDÓ

AGNELO ALVES – 27/01/2002 – 28/5/ 2004 – PARNAMIRIM

IVANILDE MATIAS XAVIER MEDEIROS – 28/05/2004 – 12/01/2005 - BREJINHO

JOSÉ ,ARCIONILO DE BARROS LINS NETO – 15/01/2007- 02/06/2008 – C. NOVOS

JOSÉ ROBENILSON – 02/06/2008 – Bento Fernandes

Instituto Juvino Barreto

Fundado oficialmente em 19 DE ABRIL DE 1944. pelas Filhas da Caridade, objetivando atender à mendicância, em conseqüência de um longo período de seca, já são 60 anos de história atendendo aos mais carentes e buscando condições para uma melhor servir.

O Instituto tem por finalidade atender aos idosos com carência sócio-econômica e familiar, para que não se sintam mais discriminados. Por se tratar de um serviço gratuito e sem fins lucrativos, conta, para viabilizar suas ações, com a ajuda de pessoas e instituições generosas, com vistas a atender um público que gira em torno de 170 pessoas necessitadas, com idade mínima de 60 anos.

CLUBE DE NATAL EWIS MAGOS

O Lions Clube de Natal Reis Magos , fundado em 27 de janeiro de 1967,sempre teve uma presença marcante no movimento Leonístico, especialmente no Distrito LA-5, destacando-se pela realização de grandes promoções que mobilizaram e mobilizam a sociedade natalense na ajuda a segmentos necessitados da população.

O nosso foco operacional está hoje direcionado para a assistência administrativa e de serviço ao Clube de Mães Mércia Maria e parcerias com o Abrigo Juvino Barreto e a Paróquia Cristo Rei, localizados, respectivamente, nos bairros de Mãe Luísa, Alecrim e Pirangi, em Natal (RN).

O Clube está com 44 sócios, pertencentes as mais variadas categorias profissionais e integrantes dos segmentos produtivos de nossa cidade. No Distrito , estamos presentes na Assessoria Oficial de Intercâmbio Juvenil, através da CaL Maria das Graças Rodrigues Fossa e a Assessoria Especial de Planejamento, com o CL Carlos Alberto Costa Barbosa. Dois ex-Governadores integram os nossos quadros: CL Romildo Freire Pessoa – PDG 1977/78 – e CL José Pereira da Silva – PDG 1986/87.

Clube de Mães Mércia Maria

Clube de Mães Mércia Maria

Instituição sem fins lucrativos fundada em 14 de maio de 1978, que funcionou, inicialmente, em dependências da Escola Estadual Prof. Severino Bezerra e, posteriormente, já por falta de espaço no citado estabelecimento de ensino, no SENIC e até na casa de sua Presidente, Sra. Margarida Barbosa da Costa.
Em dezembro de 1980, foi sancionada, pelo prefeito da Capital, o hoje Senador José Agripino Maia, a lei de doação do terreno ao Lions Clube de Natal Reis Magos, para construção da Sede do Clube de Mães. O projeto de lei foi uma iniciativa do vereador Antônio Edilson Godeiro. Os trabalhos de construção estenderam-se por dois anos,
O Clube de Mães teve uma presença marcante na comunidade de Mãe Luísa, através da realização de cursos nas mais diversas especialidades, ministrados por meio de convênios com Secretarias de Estado e da Prefeitura, Legião Brasileira de Assistência, Organização Não Governamentais, etc., sempre na busca de levar conhecimentos que possibilitassem ao público alvo meios de abrir novas perspectivas de emprego e renda, assim como orientações nas áreas de saúde, educação, higiene, meio ambiente, etc.
Hoje a entidade continua em plena atividade, contando sempre com o apoio e a assistência do Lions Natal Reis Magos, tendo como ações mais significativas: a) prestação de assistência odontológica à população, através de convênio com a Secretaria Municipal de Saúde; b) consultas médicas, realizadas quinzenalmente, com a participação de profissional voluntário; c) atividade educacional complementar envolvendo grupo de alunos integrantes do Programa Tributo à Criança, a cargo de Companheiras e Domadoras ; d) grupo de teatro, com a participação de jovens da comunidade; e) realização de palestras e cursos dos mais diversos assuntos; f) confecção de artigos de pano para copa e cozinha.
A principal meta para o futuro é a ampliação de sua sede, com o aumento do seu primeiro pavimento, onde se pretende instalar uma escola de informática e desenvolver outras atividades comunitárias.

sábado, 23 de maio de 2009

Congregação de Candelária

Histórico

Este documento tem, por finalidade resgatar a memória da nossa querida Congregação de Candelária. Espera-se que não sejam feitas injustiças a alguns irmãos que trabalharam com carinho pela obra do Senhor, mas por um motivo ou outro, seus nomes não aparecem no Relatório. Com certeza isto acontece, pois somos humanos e nossa memória nem sempre é tão fiel aos fatos quanto desejaríamos. Antecipadamente solicita-se aos irmãos que nos perdoem pelas falhas e omissões. Com certeza, não são propositais.

PRÉ-INAUGURAÇÃO:

A congregação se chamava Monte Santo e funcionava em uma residência;
O irmão Epitácio Nunes, vereador à época, conseguiu o terreno para a construção do templo; concentração de recursos para a construção do Templo Central dificultava o andamento das obras desta Congregação.

Maiores contribuições isoladas para a construção:

  • Irmã Tereza Barbosa e Dc. Raimundo Joventino, com campanhas de arrecadação de recursos;
  • Pastor Luiz Sabino de Sena com recursos financeiros e apoio junto à Administração Central;
  • Irmãos Jessé Fernandes de Castro e Agostinho Ferreira Campos, com contribuições financeiras;
  • Pb. José Menino de Macedo, com os contatos com as repartições públicas para o desembaraçamento das documentações referentes à obra;
  • Irmão Epitácio Nunes com apoio e organização do processo de construção;
  • Arquiteto José Gesy de Brito Souza, responsável pelo projeto estrutural da construção;
  • Engenheiro Civil e hoje Pastor, José Gilson de Oliveira, responsável técnico pela construção.

INAUGURAÇÃO:

Na tarde de 26 de agosto de 1984, houve a desejada inauguração do Templo;
Algumas autoridades eclesiásticas presentes: Pr. João Batista da Silva, Pr. Luiz Sabino de Sena, Pr. Raimundo Santana, Pb. Luiz Soares e Pr. Eliel Moreira;
A Banda de Música do Templo Central abrilhantou a festa;
O conjunto Sal da Terra foi inaugurado naquela oportunidade;
O Pr. Eliel Moreira Silva recebeu do Pr. João Batista a incumbência de dirigir a nova Congregação.

PÓS-INAUGURAÇÃO :

A zeladoria do templo ficou sendo feita graciosamente pela irmã Tereza Barbosa, permanecendo até 1987;
Um coral para nova Congregação estava sendo formado. A irmã Maria da Glória Costa e o irmão Nizomar Antunes de França participaram dessa empreitada que só iria se concretizar no ano seguinte.
Reformas e Ampliações físicas do templo:
Com o crescimento da Congregação, logo a partir de 1985 começaram a ser ampliadas as suas instalações, para melhor acomodação do povo de Deus.

RELAÇÃO DOS DIRIGENTES DA CANDELÁRIA DESDE 1984 ATÉ 2007

ANO DIRIGENTE VICE-DIRIGENTE
1984 Pr. Eliel Moreira Silva Pb. Luiz Soares de Souza
1985 Pb. Luiz Soares de Souza Pb. Lírio Machado
1986 Pr. Francisco de Oliveira Silva Dc. Luiz de Arruda Miranda
1987 Pr. Antônio de Oliveira Dc. Jairo Justo
1988 Pr. Paulo Ney Silva Bulhões Pb. José Gilson de Oliveira
1989 Pr. Elinaldo Renovato de Lima Pb. Jonas de Paiva Júnior
1990 Pr. Elinaldo Renovato de Lima Pb. Edivaldo Silva dos Santos
1991 Pr. Paulo Ney Silva Bulhões Pb. Jonas Paiva Júnior
1992 Pr. Lázaro de Betânia Barreto Farias Pb. Raimundo C. A. Montenegro
Dc. Adelmo Ribeiro de Medeiros
Jan/93 a 13/Jun/93 Pr. Elinaldo Renovato de Lima Pb. José Gilson de Oliveira
13/Jun/93 a 06/Jan/94 Pr. José Gilson de Oliveira Pb. Adelmo Ribeiro de Medeiros
1994 Pr. José do Nascimento Pb. Adelmo Ribeiro de Medeiros
Dc. Jozenil Barbosa de Araújo
1995 Pr. José do Nascimento Pb. Adelmo Ribeiro de Medeiros
Dc. Jozenil Barbosa de Araújo
17/Dez/95 a 14/Jan/96 Pr. Adelmo Ribeiro de Medeiros Dc. Samuel Renovato de Lima
1996 Pr. Francisco Cícero de Miranda Pb. Arnaldo Barreto Sobrinho
Pb. Adelmo Ribeiro de Medeiros
1997 Pr. Paulo Ney Silva Bulhões Pb. José Alberto Vaz Figueireido
1998 Pr. Eliseu Moreira Silva Pb. Adelmo Ribeiro de Medeiros
1999 Pr. Eliseu Moreira Silva Pb. Adelmo Ribeiro de Medeiros Pb. Francisco Antônio S. Bulhões
2000 Pr. Eliseu Moreira Silva Pb. Adelmo Ribeiro de Medeiros
Pb. Francisco Antônio S. Bulhões
2001 Pr. Eliseu Moreira Silva Pb. Adelmo Ribeiro de Medeiros Pb. Francisco Antônio S. Bulhões
2002 Pr. Eliseu Moreira Silva Pb. Adelmo Ribeiro de Medeiros
Pb. Francisco Antônio S. Bulhões
2003 Pr. Eliseu Moreira Silva Pb. Adelmo Ribeiro de Medeiros
Pb. Francisco Antônio S. Bulhões
2004 Pr. Jozenil Barbosa Araújo Pb. Adelmo Ribeiro de Medeiros
Pb. Francisco Antônio S. Bulhões
2005 Pr. Jozenil Barbosa Araújo Ev. Boanerges Figueiredo da Costa
Pb. Adelmo Ribeiro de Medeiros
2006 Pr. Jozenil Barbosa Araújo Ev. Boanerges Figueiredo da Costa
Pb. Adelmo Ribeiro de Medeiros
Pb.Rudson Januário Pereira
2007 Pr. Jozenil Barbosa Araújo Ev. Boanerges Figueiredo da Costa
Ev. Adelmo Ribeiro de Medeiros
Pb.Rudson Januário Pereira

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Pontos Turísticos de Natal




Praia de Ponta Negra: É a mais movimentada da cidade. Possui várias pousadas, hotéis, restaurantes e lojas além dos 4km de extensão onde ao sul está o Morro do Careca, um dos pontos mais famosos da cidade.

Praia do Forte: É onde está o Forte dos Reis Magos. Ao redor da praia, o Rio Potengi se encontra com o mar de águas tranqüilas bastante freqüentada por famílias .

Praia de Areia Preta: Na maré baixa, é formada por pequenas piscinas naturais. Sua localização é marcado pelo começo da via costeira e pela sua formação de duas baías.

Praia da Redinha: Seu acesso se dá por meio de uma balsa que sai do Bairro das Rocas e pela Ponte de Igapó. É bastante movimentada mas não oferece apoio ao turista. É marcada pelos bares de sua orla que colocam as músicas no último volume.

Praia do Meio: É a mais agitada e a de maior orla. Contém arrecifes que bloqueiam a passagem das fortes correntes e assim protege os banhistas. Sua infra-estrutura é completa.

Localização: o Forte dos Reis Magos encontra-se no final da Praia do Meio, na chamada Praia do Forte; essa praia é bastante freqüentada por moradores dos bairros próximos.
Telefone: 3211-4959
Entrada: em dezembro de 2004, a entrada de adultos custava R$ 3, e crianças até 12 anos pagavam R$ 1.50. Atualização. Em janeiro de 2007, o preço continuava R$ 3 e R$ 1,5.

A construção do forte foi concluída em 6 de janeiro de 1598, Dia de Reis; essa data é feriado municipal em Natal.

A construção demorou 30 anos. O forte foi construído sobre os arrecifes, para garantir que o embasamento fosse sólido; foram utilizados principalmente areia, óleo de baleia, bronze e grandes pedras de granito trazidos de Portugal.
O arquiteto, que era também o padre da missão portuguesa, chamado Gaspar de Samperes, adotou o estilo que era o convencional da época: um forte de cinco pontas. O forte tinha vistas para o oceano, o rio Potengi, as matas e o que veio a se tornar a cidade de Natal.
O forte foi dominado pelos holandeses de 1630 a 1654, quando foi retomado pelos portugueses. Além desse episódio, o forte teve presença histórica em outros momentos; por exemplo, o forte foi usado como prisão pelos portugueses para confinar os que tentavam a Independência, e a seguir foi utilizado pelos brasileiros para confinar os rebeldes portugueses.
A História é contada com riqueza de detalhes pelos guias que trabalham no forte. Ao visitar o forte, é bastante recomendável fazer-se acompanhar de um guia (o valor pago fica a critério do visitante); a visita vale como uma aula de História.

FORTE DOS REIS MAGOS
As fotos abaixo mostram algumas partes do Forte.
O forte foi construído estrategicamente na foz do Rio Potengi. Dessa forma, os portugueses tinham controle sobre os navios que chegavam do mar (os estrangeiros) e os barcos que vinham do rio (os índios).
O carro deve ser estacionado (nas ruas) a aproximadamente 500 metros do forte; há uma passarela, com uma bela vista do Potengi e da Praias da Redinha e Jenipabu, que conduz ao forte. O forte tem banheiros, uma lanchonete e uma pequena loja de artesanato.
forte dos reis magos, Natal Vista geral do pátio interno. A construção do centro é uma capela; sob o teto da capela, há ainda um poço, que era usado para coletar água para os soldados (comandantes tinham um reservatório à parte). As salas ao fundo (as que ainda apresentam grades de bronze) eram as prisões.
wise kings fortress, natal Sobre a capela, ficava o depósito de munições. O formato da capela foi projetado de forma que, se houvesse explosões, o maior impacto seria para cima, e não para os lados.
O forte era habitado por um capitão, alguns comandantes e aproximadamente 100 soldados. Essa foto mostra três coisas: o reservatório de água doce (porta superior), coletada da chuva; essa água era privativa do capitão e dos comandantes. A porta ao cento é a entrada para o refeitório do capitão (os soldados comiam no pátio central, ao ar livre); essas portas têm arcos, que eram reservados para locais sagrados; no forte, apenas o refeitório e a capela apresentam arcos. À esquerda, a saliência na parede era o local onde os condenados eram fuzilados; há uma abertura na parte superior, onde os condenados, se fossem altos, colocavam suas cabeças.
Os alojamentos dos soldados (ao fundo, atrás das escadas). Havia dois grandes alojamentos, ocupando uma das paredes do forte, para todos os soldados. Esses alojamentos ficavam no lado do Oceano, o mais perigoso de todos (o mais exposto aos tiros de canhões dos inimigos). Do lado direito, o refeitório dos comandantes (as portas com arcos, perto das escadas) e seus "escritórios".
Essa foto mostra os dormitórios do capitão e dos comandantes (piso superior) e alguns depósitos (piso inferior). A porta ao lado da escada, atrás da garota, era a entrada da masmorra; segundo os guias, muitas pessoas foram mortas nesse quarto.
A saída de emergência. Essa pequena passagem seria de uso exclusivo do capitão, em caso de extrema necessidade; atualmente, exite uma parede no final da passagem, mas segundo os guias, havia um barco de plantão à disposição dos comandantes.
A base dessa escada encontra-se no saguão de entrada. Seria, portanto, o primeiro caminho a ser tomado pelos invasores. A escada tem 8 metros de altura, e não possui corrimão; um soldado português precisaria apenas empurrar o inimigo escada abaixo para feri-lo.
Os canhões são originais. Há canhões de 400 kgs (apontando para a cidade) e de 800 kgs (apontando para o mar, pois esses tiros tinham de ter maior alcance). O centro das paredes é também original, mas são periodicamente rebocadas e repintadas.
Os corredores superiores são bastante grossos, como seria de se esperar. O interessante (e não muito visível) é que as paredes têm a mesma espessura dos corredores.
A parede defronte o mar, a mais grossa de todas.
Aqui foi construído também um farol, que orientava os hidro-aviões que pousavam no rio Potengi durante a Segunda Guerra. Após a guerra, o farol foi desmontado, e um marco foi deixado em seu lugar.
Os banheiros. Todos os habitantes do forte utilizam essa pequena passagem no piso superior como banheiro; os dejetos iam diretamente para o oceano. Essa passagem fica exatamente acima da passagem de emergência, mencionada anteriormente.
Esse piso fica no lado que guardava o rio Potengi. Apesar de terem 400 anos, elas são muito bem conservadas. Segundo o guia, os pisos dos outros corredores estão muito mais danificados por causa das balas de canhão (o lado do rio Potengi sofria ataques de índios).

O maior cajueiro do mundo está localizado no distrito de Pirangi do Norte, município de Parnamirim. A árvore cobre uma área de aproximadamente 7500 m2, com um perímetro de aproximadamente 500 m. maior cajueiro do mundo
O cajueiro foi plantado em 1888, por um pescador chamado Luiz Inácio de Oliveira; o pescador morreu, com 93 anos de idade, sob as sombras do cajueiro.
O crescimento da árvore é explicado pela conjunção de duas anomalias genéticas. Primeiro, em vez de crescer para cima, os galhos da árvore crescem para os lados; com o tempo, por causa do próprio peso, os galhos tendem a se curvar para baixo, até alcançar o solo. Observa-se, então, a segunda anomalia: ao tocar o solo, os galhos começam a criar raízes, e daí passam a crescer novamente, como se fossem troncos de uma outra árvore. A repetição desse processo causa a impressão de que existem vários cajueiros, mas na realidade trata-se de uma única árvore.

Pequena correção: existem, de fato, dois cajueiros no parque. O maior, cajueiro Pirangi que sofre da mencionada anomalia, cobre aproximadamente 95% da área do parque; existe também um outro cajueiro, plantado alguns poucos anos antes, que não sofre da anomalia. A Natureza parece tê-los colocado lado a lado, para que pudéssemos compará-los.
A foto acima mostra o tronco principal do cajueiro gigante. O tronco principal divide-se em cinco galhos; quatro desses galhos sofreram a alteração genética, e criaram raízes e troncos que deram origem ao gigantismo da árvore. Apenas um dos galhos teve comportamento normal, e parou de crescer após alcançar o solo; os habitantes do local apelidaram esse galho de "Salário Mínimo" (foto à direita).
Durante o período da safra, os cajueiros produzem cerca de oitenta mil frutos; os cajus são colhidos pelos visitantes.

cajueiro Para adentrar o parque, cobra-se uma entrada de R$2, que são utilizados para investimentos na infra-estrutura do local. A visita é conduzida por guias que explicam as características da árvore (há guias que falam inglês e espanhol). Dentro do parque, há um mirante com aproximadamente 6 metros de altura, de onde se tem uma vista da copa da árvore e das praias das redondezas. Fora do parque, há diversos quiosques vendendo água, lanches e lembranças.

A foto à esquerda dá uma idéia das dimensões do cajueiro. A praia ao fundo é a praia dePirangi do Norte. A estrutura mar adentro é a Marina Badê, empresa que opera visitas aos Parrachos de Pirangi.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

SISTEMA DE SAÚDE DE NATAL

MATERNIDADE JANUÁRIO CICCO

É considerada a mais importante maternidade do Estado.

Foi fundada por Januário Cicco em 19 de março de 1928

e inaugurada em 2 de fevereiro de 1950.
Inicialmente, seu nome era Maternidade de Natal,

mas a partir de 1961 se chama Maternidade

Escola Januário Cicco, em homenagem ao seu fundador.
Está localizada na Avenida Nilo Peçanha,

259 - Bairro Petrópolis, Natal-rn


História
A Maternidade Escola foi idealizada pelo médico Januário Cicco, norte-rio-grandense nascido em São José do Mipibu em 30 de abril de 1881. Formado na Bahia em 1906 com a tese "Do destino dos cadáveres" veio para Natal onde reorganizou a assistência médica, construindo o Hospital de Caridade Juvino Barreto, hoje Hospital Universitário Onofre Lopes. Carecendo de autonomia para seu funcionamento pois o Hospital era de propriedade do Estado, o Dr. Januário Cicco em 1926 criou uma Sociedade de Assistência Hospitalar com a finalidade de administrar o Hospital como serviço terceirizado. Logo depois, fundou a Maternidade de Natal cujas obras tiveram início em 1932.
No início da década de 40, a Maternidade estava pronta para funcionar, mas o esforço de Guerra, representado na Capital do Estado pela construção do Campo de Aviação de Parnamirim com uma base americana, fez com que a Maternidade fosse ocupada como Quartel General das Forças Aliadas e Hospital de Campanha. Com o final da II Guerra Mundial e após intensa campanha o Dr. Januário Cicco conseguiu retomar o prédio, restaurá-lo e colocá-lo para funcionar o que ocorreu somente em 1950. Em 1º de novembro de 1952, falece Januário, passando seu sucessor o Dr. Onofre Lopes a administrar a Sociedade de Assistência Hospitalar, dando continuidade ao sonho de seu fundador.
Sucessivamente a Maternidade de Natal, que em sua inauguração teve sua denominação mudada para Maternidade Januário Cicco, foi administrada pelos Drs. João Tinoco, Joaquim Luz Cunha, Leide Moraes (por 28 anos), Ivis Bezerra e Ivan Lins. O diretor atual é o médico e Professor Adjunto Iaperi Araújo. O Professor Leide Moraes que mais tempo administrou a Maternidade-escola, criou serviços, instalou a cátedra de Obstetrícia, integrou o Departamento de Toco-Ginecologia, estimulou a formação das bases de pesquisa, reformou e adaptou gerações de toco-ginecologistas na região Nordeste.
Hoje a Maternidade escola é Hospital de referência terciária do SUS e funciona como um campo de ensino e aplicação prática para as profissões da área da saúde, cumprindo um meritório trabalho de ensino, pesquisa e atenção à população pobre.



Hospital Dr. João Machado

Av. Alexandrino de Alencar, 1700, Morro Branco, Natal /RN. Fones: (84) 3232 7340/ 7341/ 7389


Referência no tratamento e atenção ao paciente portador de transtorno mental, o Hospital João Machado inclui-se na categoria de hospital de grande porte. Conta atualmente com 169 leitos para internações. Estes, distribuídos entre o pronto-socorro e pavilhões de enfermarias, sendo 111 reservados para os pacientes do sexo masculino e 58 para pacientes do sexo feminino. Oferece também o serviço de Hospital-Dia, que presta atendimento a 30 pacientes de ambos os sexos.O HJM também é classificado como de média complexidade junto ao Sistema Único de Saúde (SUS). Constitui-se como única referência em saúde mental de atenção terciária pública para o RN, sendo atualmente uma unidade reguladora das internações psiquiátricas para os hospitais conveniados ao SUS. Também se caracteriza por seu funcionamento intensivo, em regime integral de 24 horas. Para tanto, presta atendimento através de equipes interdisciplinares nos serviços de pronto-socorro psiquiátrico, enfermarias psiquiátricas, clínica médica e serviços de ambulatório de saúde mental.Foi construído em 1957 nos moldes da psiquiatria asilar. Passa a sofrer, durante os anos 90, influências das lutas sociais. Todo esse processo, no entanto, se iniciou décadas antes pelo movimento da reforma sanitária brasileira. A nova política de assistência culminou com a ampliação do conceito de saúde, efetivando-se em 1988 com a aprovação da Constituição. O HJM inicia, então, um novo processo gradativo de mudanças em sua dinâmica interna. Tanto trabalho contou com a introdução de equipes multiprofissionais logo após a aprovação do Decreto nº 99.244/90. Já a partir de 1991 esses profissionais passam a ser norteados pelas diretrizes da lei nº 10.216 (Lei Paulo Delgado). O código, que dispõe sobre a proteção e os direitos das pessoas portadoras de transtornos mentais, passa a redirecionar o modelo assistencial, até então em vigor. O HJM ainda tem apostado em uma nova política de atenção aos seus pacientes. A mudança de paradigma vai desde a atenção e cuidado humanizado ao abandono do modelo asilar. A mudança, que tomou fôlego após a posse da nova administração, trabalha com a resocialização do paciente portador de transtorno mental. O hospital segue atualmente a perspectiva de garantia do direito básico de cidadania. A meta tem sido atingida, com a experiência de projetos como a Residência Terapêutica. Lá, pacientes podem retornar a um contexto familiar e comunitário através de relações sociais. Outra prática que tem alcançado resultados é a diminuição do período de internação. A permanência média não tem superado os 25 dias de internação.O Hospital João Machado encontra-se em processo de reestruturação e reconstrução com a introdução de 64 leitos de clínica médica. A medida o tornará inclusive suporte, em área clínica, para o Hospital Walfredo Gurgel (maior hospital de urgência do Estado). A iniciativa de oferecer serviços de psiquiatria e clínica médica é embasada pelos atuais preceitos da reforma psiquiátrica em território nacional.


Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel

Av. Sen. Salgado Filho, SN – Tirol – Natal - RN Fones: 84 232 7532 / 7515 / 7516.


O Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel e Pronto Socorro Clóvis Sarinho têm função geral com ênfase para atendimentos de emergência e emergência pelo SUS. É o único hospital público da Região Metropolitana de Natal a manter equipes para atendimento neurológico, neurocirúrgico, ortopédico, queimados, cirurgia plástica, nefrologia, urologia, cirurgia vascular, buço-maxilo-facial e hematologia. Único hospital da rede publica do Rio Grande do Norte que conta com serviço de queimados e ortopedia 24h. Possui 286 leitos, todos cadastrados no SUS com 804 AIHs por mês, uma alta taxa de ocupação e cerca de 1.000 internações por mês, onde 60% dos pacientes internados vêm do interior. Este hospital conta, com 19 leitos para UTI sendo 9 gerais, 5 pediátricos e 5 cardiológicos.
Os principais procedimentos oferecidos pelo Walfredo Gurgel são: ortopedia, clínica-médica, pediatria, cirurgia geral, U.T.I, buco-maxilo-facial, anestesia, laboratório de analises clínicas, raio-x, terapia ocupacional e fisioterapia. Oferecendo ainda: serviços de tomografia computadorizada, ultra-sonografia, endoscopia digestiva, fonoaudiologia, neurologia, neurocirurgia, oftalmologia, otorrinolaringologia.
Por mês, chega a realizar, 460 cirurgias e 450 tomografias computadorizadas.
106 leitos são distribuídos da seguinte forma: 02 leitos para buço-maxilo-facial; 25 para cirurgias em geral; 06 para neurologia; 06 para ortopedia e traumatologia; 30 para clínica geral; 26 para pediatria e 09 UTIs. No 1º ano da gestão atual, ano de 2003, o hospital realizou: 3989 internamentos.
A equipe de plantão é composta por 25 médicos permanentes distribuídos nos 3 turnos (manhã, tarde e noite), distribuídos em: 3 ortopedistas, 4 anestesistas, 4 cirurgiões, 4 clínicos gerais, 4 pediatras, 3 cirurgiões buco-maxilo-facial, 3 urgentistas. Possui ainda uma equipe de profissionais denominada de “sobre-aviso” que podem, a qualquer momento, terem seus serviços solicitados pelo hospital. Esta equipe é composta de: neurologista, neurocirurgião, cirurgião vascular, cirurgião plástico, urologista, hematologista, nefrologista, endoscopista, broncopista, entre outros.
Este hospital é um campo de estágio curricular nos cursos de Enfermagem, Medicina e Farmácia, e Odontologia, tanto para a Universidade Potiguar - UNP quanto para a Universidade Federal do Rio Grande do Norte - UFRN.
Neste hospital atuam profissionais de diversas categorias como: médicos, psicólogos, auxiliares de enfermagem, enfermeiros, auxiliares de serviço gerais, técnicos de tomografia e traumatologia. Destes profissionais 1600 são funcionários do Estado, 200 são funcionários de empresas terceirizadas que prestam serviço de vigilância e higienização.
No ano de 2003 adquiriu a autonomia financeira, referida aos contratos de manutenção temporária.
O Hospital Walfredo Gurgel realiza, hoje, Os itens e equipamentos hospitalares adquiridos em 2003 agilizam o atual desempenho das atividades profissionais da Saúde e as condições de tratamento dos pacientes, tais como: ampliação e equipação total da UTI, 06 monitores cardíacos, 09 oxímetro de pulso, 02 carros de urgência, 02 desfibriladores, 04 respiradores, ampliação do centro-cirúrgico com equipamentos e sala de recuperação anestésica, 03 camas de recuperação pós-anestésica, 02 mesas de cirurgia, 02 focos cirúrgicos de teto, 02 focos auxiliares; 02 mesas ortopédicas; 02 carros de anestesia; 02 bisturis elétricos; compra de 03 macas de transferência, maca e cadeira de rodas, cadeiras e mesas para consultório médico do pronto socorro entre outros.
As UTIs do Walfredo, atualmente, vêm funcionando em sua plenitude a mais de 2 meses. Está sendo providenciada para implantação a abertura de um centro de tratamento de queimados e enfermaria de observação clinica com 16 leitos.
São servidas, diariamente, mais de 2 mil refeições entre funcionários, pacientes e parentes.
A maior dificuldade encontrada hoje pelo Walfredo Gurgel é o atendimento as patologias crônicas, e que não são de urgência, como por exemplo: Pneumonia e diarréia. Que causam sobrecarga hospitalar.
Como o município de Parnamirim, ainda hoje, não conta com nenhum leito de clinica medica. Todos os pacientes são encaminhados para o Walfredo, assim como todos os outros casos que poderiam ser encaminhados para clinicas medicas da rede de atenção municipal.
Não trabalha com a captação e transplante de órgãos.
Também não atende aos casos de doenças infecto-contagiosas.
Hospital Giselda TrigueiroRua Cônego Monte, SN – Quintas – Natal - RN Fones: 84 3232 -7900 / 7907 / 7909.Hospital de Referência em Doenças Infecto-Contagiosas e Centro de Informação Toxicológica - CIT, o Giselda Trigueiro – em 1950, denominado Hospital Getúlio Vargas, destinado a apenas portadores de Tuberculose - atende, hoje, casos de urgência, dermatologia, pneumologia, pediatria, pronto-socorro 24h, e ambulatório. Conta ainda com as especialidades de tratamento da AIDS, hepatite, hanseníase, tuberculose, tétano, calazar, doenças de Chagas e dengue.
A sua equipe multidisciplinar é formada por cerca de 590 funcionários entre médicos especialistas e enfermeiros, auxiliares de enfermagem, psicólogos (adulto e infantil), assistentes sociais, dentistas e auxiliares de serviços gerais. Os plantões são revezados em turnos de 7 e 12h, com cada equipe composta de aproximadamente 10 pessoas. É um campo de estágio curricular, na área da súde, tanto para a Universidade Potiguar - UNP quanto para a Universidade Federal do Rio Grande do Norte - UFRN.
Possui programas como: atendimento especializado a pessoas “Convivendo com a Aids”, humanização hospitalar, Visita Domiciliar, Medicina Ocupacional e o Hospital Dia que foi implantado no ano 2003, destinado a portadores do vírus HIV. Através do Hospital Dia o Giselda Trigueiro atende casos, em uma unidade específica, onde o paciente fica internado somente durante o dia ou comparece ao hospital diariamente apenas para tomar medicação que necessita de observação médica. Esses pacientes ainda são beneficiados com serviços odontológicos. O seu serviço de Vigilância Epidemiológica funciona desde 1980 e chega, atualmente, a realizar cerca de 2.000 notificações por ano em suas detecções, que são registradas pelo SINAN – Sistema Nacional de Agravos. O Giselda Trigueiro foi o primeiro hospital do estado a utilizar este sistema. As notificações de Hanseníase HIV/AIDS são realizadas pelos setores especializados, bem como as de Tuberculose atendidas no ambulatório.
Existem atualmente 132 leitos funcionando no Giselda Trigueiro. Sendo 06 leitos para pacientes adultos e 1 infantil em U.T.I, 05 leitos DIA, 25 em pediatria, 31 no Misto I, 18 no Misto II, 31 em Tisiopenumologia e 09 para SAL, incluindo a esses números os leitos de isolamento. O hospital possui 1 sala para pequenas cirurgias.
Todas as sextas-feiras, as 09:30 o hospital promove discussões, com uma média de 40 participantes por evento, sobre todos os casos dos pacientes internados. Qualquer estudante da área de saúde tem acesso as palestras que ocorrem no próprio Giselda. A iniciativa já existe há mais de 10 anos e conta com a organização do professor Marcelo Oliveira, coordenador das palestras e medico da UFRN.
Oferece, ainda, serviços de PPD, laboratório clínico, microbiologia e calonoscopia que além de atender os pacientes do Giselda é oferecida, também, para todos os outros da rede estadual. Atende ultra-sonografia, endoscopia digestiva alta, raio-x, broncoscopia e biopsia de pele. Realizou em novembro de 2003 uma campanha de controle e infecção hospitalar, cujo slogan “MAIS VALE LAVAR AS MAOS, DO QUE SER AGENTE DE CONTAMINAÇAO”, foi selecionado após concurso feito entre os próprios funcionários do hospital.
Uma Farmácia de Dispensação para entregar remédios para hepatite, hanseníase, tuberculose, AIDS e esquistossomose.
Por iniciativa dos próprios funcionários do Giselda, acontece desde janeiro deste ano curso de alfabetização para aqueles funcionários que sabem escrever o nome, mas não sabem nem ler nem escrever. Os cursos são ministrados dentro do próprio hospital e 2 turmas já se formaram desde então.
Ações realizadas em 2003: 9.706 vacinas, 17.336 injeções, 21.179 repousos, 44.192 urgências, 26.955 atendimento ambulatoriais, 28.898, consultas de alta complexidade, 223 acompanhamentos psicológicos, 901 visitas domiciliares, 289 punções lombar, 197 biópsias, 79.141 exames laboratoriais, 8.339 raio-x, 2.984 ultra-sonografias, 517 eletrocardiogramas, 998 fisioterapias, 202 hemoterapia, 28 mitsuda, 424 terapias dermatológicas, 81 coletas para linfa, 04 coletas de material para exame, 85 esofagoscopia, 286 transferências de pacientes,1.836 atendimentos de hanseníase, 1.417 PPD, 671 curativos, 5.803 nebulizações, 57 reuniões por grupo, 125 visitas nível médio, 142 broncoscopia, 17 retiradas de pontos, 51 colonoscopia, 08 coletas lav. brônquios, 1185 atendimentos odontológicos, 04 tratamentos de úlcera, 01 pré-natal,01 reidratação oral, 01 parecentese abdominal, 05 colposcopia, 01 toracocentese, 135 distribuições de medicamento para tuberculose, 159 consultas ginecológicas, 569 consultas pediátricas, 3.389 consultas de enfermagem, 2.661 consultas médicas, 01 drenagem de abcesso, 05 coletas para exames citopatológicos, 06 laringoscopia direta, 03 imobilizações provisórias dos membros superiores, 04 imobilizações provisórias dos membros inferiores e 23 raspagem corano.
O Centro de Informações Toxicológicas do Giselda disponibiliza tele-atendimento gratuito, 24H, 7 dias por semana, para orientações emergenciais em casos de intoxicações por plantas venenosas, animais peçonhentos, medicamentos e substâncias químicas, através do telefone: 232 7969.


HOSPITAL DR. JOSÉ PEDRO BEZERRA

(Hospital Santa Catarina)NatalContatos:

(84) 232-7701/ 7702/ 7721/ 7722/ 7773


O Hospital Dr. José Pedro Bezerra, também conhecido como Hospital Santa Catarina, é o segundo maior da Capital. São oferecidos serviços padrões de um hospital geral: urgências nas especialidades de clínica médica, cirurgia geral, neonatologia, ginecologia e obstetrícia. Além disso, a unidade é maternidade estadual de referência em gestação de alto risco. Há ainda, vários programas que melhoram a qualidade do atendimento.
Localizado na Zona Norte de Natal, o Hospital Santa Catarina recebe uma demanda expressiva de usuários do Sistema de Saúde, pois atende à população dessa região da cidade – que abriga 270 mil habitantes (cerca de um terço da população da capital), assim como ao considerável volume de pacientes oriundos dos municípios da Grande Natal e do interior do Estado.
DESTAQUE - Dentre os programas atualmente em andamento, destacam-se o de aleitamento materno, que faz do Santa Catarina um hospital Amigo da Criança (título concedido pela Unicef) desde 1995, e o de humanização, classificado este ano pelo Ministério da Saúde entre os 48 melhores programas semelhantes das mais de 600 instituições do País. Há também o de Assistência à Vítima de Abuso Sexual (Pavas), mãe-canguru, prevenção congênita à sífilis e à AIDS (projeto Nascer) e a comissão de controle de infecção hospitalar. Em 2004 está prevista ainda a implantação da atenção farmacológica em aleitamento materno.
ATENÇÃO ESPECIAL -As crianças têm lugar reservado no Santa Catarina. Um cuidado que começa com os recém-nascidos, no ambulatório de neonatologia, no programa Mãe Canguru e no Grupo de Apoio ao Bebê Especial (Gabe), para crianças que nascem com problemas congênitos, como os portadores de Síndrome de Down. São oferecidos também atendimentos para casos de urgência e internamento hospitalar para tratamento clínico.
INVESTIMENTOS - Contam-se como últimos investimentos a reforma da lavanderia e a aquisição de equipamentos, entregues pela governadora Wilma de Faria em janeiro deste ano. Os gastos com a lavanderia – parte deles vindos do Governo Federal – totalizaram R$ 87,7 mil, deixando-a reaparelhada, com capacidade para lavar até 1,5 mil quilos de roupa. Para este ano haverá ainda outras melhorias, como a reforma da maternidade – hoje de pequenas proporções para o número de casos atendidos pelo Santa Catarina –, além da implementação de uma sala para os procedimentos de parto humanizado, no qual a mãe terá direito de ter qualquer pessoa da família ao seu lado na hora de dar à luz. Este mês começaram as obras para a nova ala que abrigará a UTI neonatal, que atualmente funciona na antiga sala do berçário.
ESTRUTURA - A unidade, cujo diretor é João Moreira Pinto, conta com uma equipe de plantão permanente constituída por quatro obstetras, dois anestesistas, quatro clínicos gerais, três pediatras, quatro neonatologistas, um intensivista, três bioquímicos, um assistente social, um nutricionista, oito enfermeiros e três cirurgiões de plantão. Há também uma equipe de sobreaviso, para pacientes internados, que trabalha com pareceres de pneumologia, cirurgia vascular, nefrologia e ultra-sonografia.
O edifício sede conta com seis alas, onde se distribuem os alojamentos conjuntos de pediatria/neonatologia; clínica médica/cirúrgica; pronto-socorro; administração; centro-cirúrgico/obstétrico; UTI; serviços de apoio. A unidade está aparelhada com equipamentos de ultra-sonografia, cardiotocógrafo, radiologia e equipamentos de laboratório. O hospital dispõe de 158 leitos e mais doze vagas para UTI, sendo seis para adultos e seis neonatais, contando também com duas salas de cirurgia em total funcionamento.
Os serviços do hospital incluem ainda bancos de leite humano e de sangue, laboratórios de análises clínicas e microbiologia e radiologia. Atualmente são realizados uma média de 16 mil atendimentos e 220 cirurgias por mês.


Hospital Materno Infantil

Maria Alice Fernandes

Rua Pedro Álvares Cabral, Sn – Parque

dos Coqueiros – Natal –RNFones: 84 232 5400


Com capacidade de 76 leitos, equipado com 1 U.T.I, 2 Salas de Cirurgia e 12 alas o Maria Alice Fernandes, hoje com serviços e gestão totalmente pública, oferece, a pacientes infantis, atendimento de pronto-socorro 24h, cirurgia, ambulatório, pneumologia, hematologia, dermatologia e nefrologia, de toda a Região da Grande Natal. Porém qualquer criança, que compõe a região ou não, tem direito a atendimento no hospital.
A Pediatria, atualmente, chega a atender 200 pacientes por dia. São realizados, em media, 8.000 procedimentos e 130 a 250 internamentos mensais.
A alimentação de todos os pacientes (crianças) e parentes (mães) é feita no próprio hospital de acordo com as condições permitidas de tratamento. São servidas, em media, 2.000 refeições por dia.
Sua equipe conta com 345 funcionários, entre enfermeiros, bioquímicos, assistentes sociais e psicólogos. Dentre estes, estão as equipes de plantão que se alternam a cada 12h. Estas equipes são compostas de cirurgiões, anestesistas, pronto-socorristas e enfermeiros, num total de aproximadamente 20 pessoas por escala. A escala de plantão, do pronto-socorro, também se compõe de estagiários - estudantes e residentes da UFRN.
Os únicos serviços não oferecidos pelo Maria Alice são: captação e transplantes de órgãos, casos de AIDS e patologias cerebrais de um modo geral.
Este hospital oferece ainda apoio psicológico, nutricional e assistência social, os quais desenvolvem e acompanham um trabalho constante de orientação com as mães. Além de desenvolver, desde outubro de 2003, ações de prevenção à Saúde Ocupacional para funcionários, que garantem a segurança de seus trabalhos. Os profissionais desta instituição participaram, em 2003, de cursos promovidos pela Sesap em parceria com a Sociedade de Pediatria do Estado e o Ministério da Saúde.
A partir do segundo semestre de 2004 o Maria Alice também funcionará como um Campus de estágio para alunos do curso de medicina da UNP.

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